Um terremoto de magnitude 6,6 sacudiu a região oeste do Japão na noite de quarta-feira, sem causar tsunami.
O tremor ocorreu por volta das 23h14. Foi sentido mais intensamente nas províncias de Ehime e Kochi, da Região de Shikoku. Autoridades dizem que o tremor teve intensidade 6 fraco na escala sísmica do Japão, que vai de 0 a 7. Foi o mais forte terremoto a ocorrer na região desde a adoção do atual sistema de escala sísmica, em 1996.
Nesta quinta-feira, habitantes locais começaram a remover os escombros. Telhas e paredes estavam espalhadas por uma rua comercial da cidade de Uwajima, em Ehime. Em outros locais, houve danos a encanamentos de água e postes de serviços públicos. Há também relatos de bloqueio de vias públicas por escombros.
A queda de rochas e a existência de árvores caídas forçaram a companhia ferroviária JR Shikoku a paralisar algumas linhas nesta quinta-feira.
Segundo autoridades, foram registrados apenas ferimentos leves, resultantes de quedas ou outros incidentes. Algumas pessoas receberam tratamento hospitalar.
É estável o funcionamento de usinas nucleares situadas na região. Nenhum problema grave foi registrado na usina nuclear Ikata, em Ehime, ou na usina Sendai, da província de Kagoshima. Os níveis de radiação são considerados estáveis nos dois complexos.
O tremor renovou receios de que um megaterremoto venha a ocorrer na região. O hipocentro do tremor de quarta-feira foi no Canal Bungo, que está incluído na região da Fossa de Nankai. Especialistas preveem para os próximos 30 anos a ocorrência de um megaterremoto na região. No entanto, um especialista diz não haver nenhuma relação provável entre o terremoto de quarta-feira e a Fossa de Nankai.
O professor Satake Kenji, do Instituto de Pesquisa de Terremotos, da Universidade de Tóquio, diz acreditar que a causa do tremor tenha sido diferente do que está previsto na região da Fossa de Nankai. Para ele, o terremoto resultou de movimento na Placa Marítima das Filipinas, que vem se afundando ligeiramente.
As autoridades pedem cautela à população, dizendo ser provável que mais terremotos ocorram na região nos próximos sete dias.
Fonte: NHK World Japan
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