A desclassificação da atleta Grazielle Alfaia de 15 anos do Barreirinha durante os Jogos Escolares do Amazonas 2026, no Polo III realizado em Parintins, ganhou grande repercussão, e teve como principal voz de defesa o ex-prefeito Glenio Seixas, que se posicionou publicamente em apoio à estudante.
A atleta liderava a prova de atletismo quando, nos metros finais, comemorou antes de cruzar a linha de chegada, realizando o chamado “passinho do Jamal”. A atitude resultou em sua desclassificação, decisão que rapidamente dividiu opiniões nas redes sociais.
“Precisamos valorizar, não desmotivar”
Diante do caso, Glenio Seixas utilizou suas redes sociais para criticar a decisão e destacar o esforço da jovem, trazendo o debate para além do episódio isolado.
> “Essa desclassificação não apaga a história dessa jovem, que treina com dedicação mesmo diante das dificuldades que o interior enfrenta. Precisamos valorizar nossos talentos e incentivar, não desmotivar quem se esforça tanto pelo esporte”, afirmou.
O posicionamento repercutiu entre internautas e reforçou uma pauta que o ex-prefeito tem defendido: a necessidade de olhar com mais sensibilidade para os atletas do interior, que muitas vezes competem sem a mesma estrutura disponível em grandes centros.
Ao comentar o caso, Glenio ampliou a discussão e chamou atenção para a realidade enfrentada por jovens atletas de municípios menores, como Barreirinha. Segundo ele, além do talento, esses jovens carregam desafios como falta de apoio, estrutura limitada e poucas oportunidades de visibilidade.
Para o ex-prefeito, o episódio revela um cenário que precisa ser revisto, especialmente quando envolve atletas em formação.
“Estamos falando de uma jovem que representa o interior, que se dedica, que sonha. O esporte precisa ser um instrumento de incentivo, não de frustração”, pontuou.
O caso segue repercutindo e dividindo opiniões. Enquanto parte do público defende a aplicação das regras, outra parcela, impulsionada por manifestações como a de Glenio Seixas, questiona se a decisão foi proporcional diante do contexto.
A atleta, mesmo desclassificada, passou a receber apoio e reconhecimento, sendo apontada como um talento promissor. Já o posicionamento de Glenio reforça seu papel como uma das vozes que têm levantado a bandeira do incentivo ao esporte e da valorização da juventude no interior do Amazonas.
Mais do que o resultado da prova, o episódio acabou trazendo à tona uma discussão maior: como garantir que jovens talentos não sejam apenas cobrados por desempenho, mas também reconhecidos pelo esforço e pelas condições em que constroem suas trajetórias.
Destaque no quadro de medalhas
Apesar da polêmica envolvendo a desclassificação da atleta, o município de Barreirinha também teve motivos de sobra para comemorar durante os Jogos Escolares do Amazonas (JEAS) 2026. A delegação conquistou o título geral da seletiva do Polo III, realizada em Parintins, após cinco dias de intensas disputas entre estudantes-atletas da região do Baixo Amazonas, demonstrando força e consistência ao longo de toda a competição.
Ao final das provas, Barreirinha garantiu a primeira colocação geral com um total de 24 medalhas de ouro, 20 de prata e 14 de bronze. O resultado consolida o município como uma das principais potências do esporte escolar no interior do Amazonas e reforça o favoritismo para a etapa final, que acontecerá em Manaus, evidenciando o impacto de um trabalho contínuo de incentivo ao esporte e à formação de jovens talentos.

