Diante do aumento constante dos ataques digitais, especialistas reforçam que a adoção de boas práticas na criação e gerenciamento de senhas permanece como uma das formas mais eficazes de se proteger
Mesmo com o avanço dos investimentos em segurança da informação, o uso de senhas simples continua sendo uma das principais portas de entrada para ataques cibernéticos.
Combinações fáceis de memorizar, como sequências numéricas ou informações pessoais, ainda figuram entre as vulnerabilidades mais exploradas por criminosos para acessar contas pessoais e corporativas, favorecendo golpes como roubo de dados, fraudes financeiras e invasões de e-mails, redes sociais e aplicativos bancários.
Diante do aumento constante dos ataques digitais, especialistas reforçam que a adoção de boas práticas na criação e no gerenciamento de senhas permanece como uma das formas mais eficazes de proteger informações sensíveis.
Além de utilizar combinações mais robustas, ferramentas como autenticação em dois fatores e gerenciadores de senhas podem reduzir significativamente o risco de invasões.
Segundo o especialista em tecnologia e gerente de produto da Enghouse Navita Guilherme Procksch, as senhas mais vulneráveis continuam sendo justamente as mais populares entre os usuários.
“Senhas que utilizam apenas números, sequências, como ‘123456’, ou informações pessoais, como nome e data de nascimento, tendem a ser mais fáceis de serem descobertas. Elas continuam sendo muito utilizadas justamente por serem fáceis de memorizar, mas essa praticidade acaba reduzindo bastante a segurança”, explica.
O especialista destaca que uma senha segura não depende apenas da complexidade, mas também do seu tamanho e da exclusividade para cada serviço. “Uma boa senha é aquela que combina tamanho e complexidade. Utilizar letras maiúsculas e minúsculas, números e caracteres especiais ajuda bastante, mas criar frases longas e fáceis de lembrar também é uma excelente alternativa. O mais importante é evitar reutilizar a mesma senha em diferentes serviços”, afirma.
Gerenciadores de senhas
Outra recomendação é recorrer aos gerenciadores de senhas, que permitem armazenar credenciais de forma segura e criar combinações diferentes para cada plataforma. De acordo com Guilherme, essas soluções oferecem mais praticidade ao usuário sem comprometer a proteção das contas.
“Os gerenciadores de senha permitem criar senhas únicas e muito mais complexas para cada serviço, sem a necessidade de memorizá-las. Além disso, muitas soluções utilizam biometria e autenticação adicional para liberar o acesso, adicionando mais uma camada de segurança ao usuário”, ressalta.
Além da escolha de senhas fortes, o especialista orienta que os usuários ativem a autenticação em dois fatores sempre que disponível, utilizem credenciais distintas para cada serviço e façam a substituição imediata das senhas caso haja qualquer suspeita de vazamento ou acesso indevido.
Ele também alerta para a necessidade de proteger dispositivos móveis, que concentram grande parte das informações pessoais. “Para celulares e tablets, existem soluções que adicionam uma camada extra de proteção para aplicativos mais sensíveis, dificultando acessos indevidos em casos de perda, roubo ou quando terceiros possuem acesso ao aparelho”, conclui.
Fonte: Correio Braziliense
Foto: FlyD/Unsplash

