Pesquisadores divulgaram a descoberta de que células específicas do sistema imunológico desempenham um papel na recuperação das funções cerebrais após lesões.
Shichita Takashi, professor do Instituto de Ciência de Tóquio, faz parte da equipe de pesquisadores que descobriu que, ao manter ativas células imunes chamadas microglias, elas foram capazes de mitigar os efeitos colaterais de infarto cerebral em camundongos.
Pacientes que sofreram infarto cerebral são capazes de recuperar funções cerebrais por meio de reabilitação. No entanto, a recuperação diminui com o tempo e muitos ficam com sequelas. Para descobrir o porquê, a equipe estudou o cérebro de camundongos após um infarto.
Os pesquisadores descobriram que a microglia, responsável pela retirada de células mortas do cérebro, também produz substâncias que promovem a recuperação neural. Depois de cerca de um mês, no entanto, foram detectadas proteínas que suprimem a produção dessas substâncias.
Quando a microglia foi mantida ativa, o cérebro reteve sua capacidade de se recuperar mesmo após ter se passado um mês do derrame. As habilidades motoras e a percepção espacial dos camundongos continuaram a melhorar e não houve praticamente nenhuma sequela.
Segundo os pesquisadores, esta é a primeira pesquisa em todo o mundo a confirmar que a microglia está relacionada à recuperação cerebral.
Shichita disse que, até então, acreditava-se que era difícil para o cérebro se recuperar depois de uma lesão, mas que agora eles veem a possibilidade de tratamento simplesmente ao manter o poder restaurador natural do cérebro. Afirmou que a equipe espera avançar para pesquisas com humanos e no desenvolvimento de medicamentos.
Fonte: NHK World Japan
Foto: Divulgação

