O primeiro-ministro japonês, Kishida Fumio, anunciou sua decisão de não concorrer à liderança do Partido Liberal Democrático, atual partido no poder, na eleição do próximo mês. Isso significa que, em breve, o Japão terá um novo primeiro-ministro.
Kishida explicou sua decisão em coletiva de imprensa na quarta-feira (14).
O primeiro-ministro disse: “Na próxima eleição para a chefia do partido, é necessário mostrar à população que o Partido Liberal Democrático vai mudar. Para isso, é importante ter uma eleição transparente e aberta, junto a um debate livre e aberto. O primeiro passo para demonstrar de forma simples que o PLD vai mudar é que eu abdique da minha candidatura.”
Kishida acrescentou que seu governo promoveu aumentos salariais e investimentos para dar fim aos 30 anos de deflação do país. O governo também modificou sua política energética a fim de lidar com o aumento significativo da demanda de eletricidade.
Ainda observou que, durante seu mandato, o governo implementou medidas de grande escala para lidar com o declínio da taxa de natalidade, além de ter fortalecido significativamente a capacidade de defesa do Japão.
O primeiro-ministro disse que o Japão sediou a cúpula do G7 em Hiroshima com base em fortes relações entre Japão e EUA, liderando discussões em prol da cooperação na comunidade internacional, que se divide cada vez mais, e da prática de uma diplomacia multifacetada.
Kishida declarou: “Estou orgulhoso de que meu governo tenha alcançado conquistas tão importantes”.
Kishida disse que o único ponto restante é a questão de sua responsabilidade como líder do PLD em relação ao dinheiro na política. Ele disse: “Como chefe do partido, não hesito em assumir a responsabilidade pela grave situação causada por parlamentares do PLD”.
O primeiro-ministro disse que decidiu pela renúncia à candidatura logo quando o incidente ocorreu. Kishida explicou: “Quero assumir a responsabilidade e renunciar neste momento em que a agenda diplomática está reduzida por enquanto”.
Quando perguntado por repórteres, Kishida não quis comentar quanto a quem apoiaria na eleição para a chefia do partido.
O anúncio de renúncia vem após um escândalo a respeito de financiamento político envolvendo diferentes alas dentro do PLD. Kishida tem se esforçado para recuperar a confiança do público na política, tentando assim reorganizar o partido.
Kishida assumiu o posto de primeiro-ministro em outubro de 2021. Assim, ocupa a oitava posição entre os primeiros-ministros que atuaram por mais tempo no governo do Japão pós-guerra.
Fonte: NHK World Japan
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