Levantamento internacional revela abismo salarial e detalha como “penduricalhos” fazem vencimentos de magistrados brasileiros superarem potências globais
Um estudo comparativo dos salários do funcionalismo brasileiro com o de 10 países mapeou as distorções apontadas pela decisão do ministro Flávio Dino, no Supremo Tribunal Federal (STF), na quinta-feira, que deu um prazo de 60 dias aos Três Poderes — seja federal, estadual ou municipal — para que expliquem as razões para “penduricalhos” e benesses, que, uma vez incorporadas aos salários, fazem com que o teto constitucional do serviço público seja ultrapassado. Organizado pelo Movimento Pessoas à Frente e República.org, e divulgado em novembro, o estudo faz uma observação contundente sobre o Judiciário brasileiro.
Intitulado Benchmark internacional sobre teto salarial no setor público, o levantamento esquadrinhou os salários do funcionalismo na Alemanha, na Argentina, no Chile, na Colômbia, nos Estados Unidos, na França, na Itália, no México, em Portugal e no Reino Unido. Ao confrontar os dados do Brasil com os dos 10 países, o estudo observa que “especificamente com relação aos magistrados, os dados comparativos chamam mais atenção”.
Fonte: Correio Braziliense
Foto: Ed Alves

