Japão marca 23 anos desde a admissão de sequestros pela Coreia do Norte

Esta quarta-feira marca 23 anos desde que líderes do Japão e da Coreia do Norte realizaram sua primeira cúpula, na qual Pyongyang admitiu ter sequestrado cidadãos japoneses.

A cúpula histórica ocorreu em 17 de setembro de 2002, em Pyongyang, e resultou no retorno de cinco sequestrados do território norte-coreano.

O governo do Japão reconhece que pelo menos 17 cidadãos japoneses foram raptados por agentes norte-coreanos nas décadas de 1970 e 1980. No entanto, 12 continuam desaparecidos.

Ao longo dos últimos 23 anos, alguns familiares de vítimas reconhecidas oficialmente como sequestradas morreram sem reencontrar seus entes queridos.

Em fevereiro deste ano, Arimoto Akihiro morreu aos 96 anos, sem jamais ver o retorno de sua filha Keiko.

Com sua morte, resta uma única representante em vida dos pais dos sequestrados. É a mãe de Yokota Megumi, Sakie, hoje com seus 89 anos.

O irmão mais novo de Megumi, Yokota Takuya, falou à NHK. Ele lidera um grupo de famílias dos sequestrados japoneses.

Takuya afirmou que, embora Sakie esteja bem de saúde, não se sabe o dia de amanhã. Destacando a idade avançada da mãe, ele pediu que o governo japonês volte a olhar para a questão dos sequestros com um senso de urgência.

O irmão de Megumi instou Tóquio a realizar uma cúpula com Pyongyang e adotar medidas firmes para trazer todas as vítimas de volta.

Fonte: NHK World Japan   

Foto: Divulgação   

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