Os governos do Japão e da Coreia do Sul planejam reiniciar visitas mútuas de seus dirigentes após uma interrupção de vários anos.
Nesta quinta-feira, ambos os governos anunciaram que o presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk-yeol, visitará o Japão por dois dias a partir da próxima quinta-feira, 16 de março, para se encontrar com o primeiro-ministro japonês, Kishida Fumio. Esta será a primeira viagem de um presidente sul-coreano ao Japão em cerca de quatro anos.
Os anúncios foram feitos depois de Seul ter divulgado, na segunda-feira, um plano para resolver a questão de trabalhos realizados no período da guerra, que há anos vem estremecendo os laços bilaterais.
Nesta quinta-feira, Kishida disse a repórteres que está disposto a se empenhar para melhorar os laços com a Coreia do Sul.
Algumas autoridades do governo japonês estão propondo que Yoon seja convidado para a cúpula do Grupo dos Sete, a se realizar em maio na cidade de Hiroshima.
O governo deverá estudar a ideia ao mesmo tempo em que observa de perto se a Coreia do Sul implementará o plano de resolução.
Em 2018, a Suprema Corte da Coreia do Sul ordenou a empresas japonesas o pagamento de indenizações a requerentes que dizem que eles ou seus familiares foram forçados a trabalhar para as companhias na Segunda Guerra Mundial.
Pelo plano de resolução, uma fundação afiliada ao governo sul-coreano pagará as indenizações em nome das empresas japonesas. Ela contará com o apoio de doações feitas por empresas sul-coreanas.
O governo japonês afirma que qualquer direito a reivindicações foi resolvido de forma completa e final em 1965, quando o Japão e a Coreia do Sul normalizaram suas relações.
Fonte: NHK World Japan
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