O governo japonês afirma que não aceitará dinheiro que o grupo religioso amplamente conhecido como Igreja da Unificação ofereceu como parte de um pacote de compensação.
O grupo anunciou na terça-feira que confiaria ao governo até 10 bilhões de ienes, ou cerca de 66,4 milhões de dólares. O grupo quer que um fundo seja criado e que o dinheiro seja usado para compensar pessoas, se necessário.
Algumas pessoas dizem que elas ou sua família foram vítimas das táticas para a coleta de doações ou de outras práticas da organização.
No entanto, o governo diz que não pode aceitar o dinheiro, pois não há base legal para isso.
O secretário-chefe do gabinete, Matsuno Hirokazu, sugeriu que esse tipo de dinheiro compensatório só pode ser fornecido de acordo com uma disposição legal.
A coalisão governista e os partidos da oposição estão separadamente elaborando medidas para ajudar pessoas que alegam terem sido prejudicadas pelas práticas do grupo.
A coalisão do Partido Liberal Democrátio e do partido Komei, atualmente no poder, planeja apresentar suas propostas em meados de novembro. Ambos estão pensando em tomar medidas legais para impedir que o grupo transfira seus ativos para o exterior.
No campo da oposição, o chefe de assuntos parlamentares do Partido Democrático Constitucional do Japão, Azumi Jun, enfatizou que bases legais precisam ser criadas para permitir que as pessoas recebam indenizações após a organização perder seu status de instituição religiosa. O Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia do Japão pediu a um tribunal que remova o status de instituição religiosa do grupo.
O partido de Azumi e o Nippon Ishin, Partido da Inovação do Japão, apresentaram projetos de lei destinados a preservar os ativos do grupo, para que os fundos possam ser usados como forma de fornecer compensação.
Fonte: NHK World Japan
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