Governador de Minas dispara contra o MST: “Abril vermelho aqui não”

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, declara apoio ao agronegócio e intensifica oposição à pauta da reforma agrária do governo Lula

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), divulgou, nesta segunda-feira (31/3), um vídeo em suas redes sociais onde dispara críticas ao “Abril Vermelho”, ação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) pela reforma agrária no país. Nas imagens, o político aparece em uma propriedade rural e afirma: “Em Minas, cerca existe para ser respeitada. Abril Vermelho aqui não, aqui o abril é verde”. O homem do campo precisa de paz para poder trabalhar. Estamos sempre vigilantes dando apoio a quem produz e trabalha”, completou o governador. 

https://twitter.com/RomeuZema/status/1906735672502706540?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1906735672502706540%7Ctwgr%5Ee87d78040689f974bfd04d7b39cfcc097a0e49f3%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.em.com.br%2Fpolitica%2F2025%2F03%2F7098166-em-tom-de-critica-ao-mst-zema-dispara-abril-vermelho-aqui-nao.html

Não é a primeira vez neste mês que o governador acena para o agronegócio publicamente. Em agenda ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Betim, na Região Metropolitana, Zema brincou com o nome de Minas Gerais ao falar sobre a economia do estado. “Hoje nós somos uma economia mais diversificada. No ano de 2024, pela primeira vez na história do estado que se chama Minas Gerais, o nosso agro exportou mais do que a mineração. Talvez agora devêssemos chamar ‘Agro Gerais’, devido a essa mudança. E lembrando que mineração tem data para acabar. Temos muitas minas desativadas e a agricultura é sempre renovável”, sugeriu.

No início de março, Lula esteve em Campo do Meio, no Sul de Minas Gerais, para anunciar a entrega de lotes e investimentos para famílias acampadas em 138 assentamentos rurais em 24 estados da federação. Esta foi a primeira visita do presidente a um acampamento do MST, que vem cobrando do governo federal mais atenção para a questão agrária.

Fonte: Correio Braziliense  

Foto: Edesio Ferreira

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