Fontes informam que o escritório do secretário-chefe do Gabinete do Japão pode ter recebido mais de 10 milhões de ienes, ou 69 mil dólares, em propinas pela venda de ingressos para eventos de arrecadação de fundos políticos. Segundo alegações, o escritório de Matsuno Hirokazu não teria registrado a renda ao longo de cinco anos até 2022 em seu relatório de fundos políticos.
Matsuno é um alto funcionário do Seiwaken, ou grupo de estudos políticos Seiwa, a maior ala do principal partido governista, o Partido Liberal Democrático (PLD). O Seiwaken já foi liderado pelo falecido primeiro-ministro Abe Shinzo.
Acredita-se que a ala tenha pago propinas a legisladores que conseguiram vender mais ingressos, superando as cotas estabelecidas. O grupo é acusado de não registrar a renda extra nem os pagamentos a legisladores como despesas em seus relatórios.
O PLD vem sendo investigado porque algumas alas do partido não estão registrando na íntegra rendas provenientes de festas de arrecadação de fundos.
A lei de controle de fundos políticos do Japão obriga organizações políticas a registrarem a receita total da venda desses ingressos em seus relatórios de arrecadação de fundos.
Estima-se que o valor total das propinas tenha chegado a centenas de milhões de ienes durante o período de cinco anos até o final de 2022.
As fontes acrescentam que os escritórios de alguns legisladores, inclusive o de Matsuno, podem ter recebido propinas de mais de 10 milhões de ienes durante esse período. Segundo relatos, a organização política de Matsuno não teria registrado tal pagamento como renda em seus relatórios de fundos políticos.
A promotoria de Tóquio está considerando a possibilidade de interrogar legisladores em caráter voluntário após o encerramento da atual sessão do Parlamento na próxima quarta-feira.
Promotores adicionais de todo o país estão sendo mobilizados para expandir o escopo da investigação e rastrear o fluxo de fundos.
Fonte: NHK World Japan
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