Ministro acredita que as subvenções e reduções de impostos contribuíram para segurar a inflação sobre diesel, gasolina e etanol no país
Implementadas pelo governo federal como resposta aos efeitos adversos da guerra no Oriente Médio, as medidas de isenção de alíquotas para os combustíveis, além de subvenções aos importadores, contribuíram para facilitar o trabalho do Banco Central na condução da política monetária. É o que defende o ministro da Fazenda, Dario Durigan, que comparou o cenário ocorrido no Brasil com outros países do mundo.
“O debate da guerra no resto do mundo é um debate dramático. A Índia, a Coreia do Sul, na minha frente, os ministros dizendo: ‘nós estamos estudando racionamento de combustível, porque nós não temos combustível para oferecer para a população’”, destacou o chefe da pasta, em entrevista ao economista Felipe Salto, da Warren Investimentos, que foi gravada na sexta-feira (12/6) e divulgada nesta segunda (15).
O ministro da Fazenda destacou o caráter temporário das medidas, que, inicialmente, foram desenhadas para durar apenas dois meses, mas foram estendidas em razão do prolongamento do conflito entre Estados Unidos e Irã.
Apoio aos setores atingidos
Segundo ele, o Brasil seguiu a orientação do Fundo Monetário Nacional (FMI) e foi um dos primeiros países a adotar a ajuda financeira aos setores afetados pela guerra.
“Eu vou usar nessa medida, e não mais do que essa medida, do ganho adicional do país, e vou reverter em favor da sociedade. E em favor da sociedade, eu digo, em favor do agronegócio, em favor do estado de São Paulo, em favor do estado de Minas Gerais, do estado do Rio Grande do Sul. É disso que nós estamos falando, da indústria brasileira”, destacou o chefe da equipe econômica.
Durigan ainda afirmou que não pretende alterar as metas fiscais do país enquanto estiver no cargo de ministro. “Tem guerra, tem desafio, eu não vou mudar as metas fiscais do país. Mas eu também não vou ser sócio da guerra”, disse o número um da Fazenda.
Fonte: Correio Braziliense
Foto: Antônio Cruz

