Jovem dos EUA sonha em ser jogador e seguir os passos de Pelé; conheça

Adolescente estadunidense se inspira em Pelé e pede de presente de formatura uma viagem ao Brasil para conhecer o Museu dedicado ao eterno camisa 10

Austin Davis tem 16 anos e está terminando o ensino médio. Como tantos outros adolescentes mundo afora, ele sonha em ser jogador de futebol e para isso se inspira em grandes atletas do esporte, em especial no maior deles, ninguém menos que Pelé.

Também pela admiração pelo nosso eterno camisa 10, o garoto estadunidense esteve no Fan Fest de Dallas, onde mora, no último sábado (13/6), para acompanhar, via telões, a estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026. Devidamente trajado com uma Amarelinha, ele se mostrou desinibido para falar da adoração.

“Estou usando esta camisa porque meu ídolo no futebol é Pelé. Eu nunca o vi jogar pessoalmente, mas saber que teve alguém que se parece comigo jogando tão bem me faz acreditar que eu também posso jogar como ele no futuro. Sei o quão bom ele foi jogando futebol”, afirma Austin.

A paixão pelo maior jogador de todos os tempos é tanta que ao ser questionado pela família sobre o que gostaria de ganhar pela formatura prevista para daqui a um ano, não titubeou: pediu para viajar ao Brasil e conhecer o Museu Pelé, em Santos, no litoral paulista. Uma visita à Vila Belmiro também está nos planos, bem como a outros estádios brasileiros, se possível o Maracanã, onde o Rei do Futebol marcou o gol mil da carreira e protagonizou jogadas geniais, gols maravilhosos e conquistas importantes.

Enquanto o sonho não se concretiza, ele aproveita para curtir a Copa do Mundo em seu próprio país. “Excitado”, como ele mesmo diz, com a possibilidade de ver tantos bons jogadores em ação, ele aponta a Seleção Brasileira como favorita ao título, apesar da estreia apenas mediana com o empate por 1 a 1 com o Marrocos, em Nova Jérsei. “Os EUA estrearam bem – 4 a 1 sobre o Paraguai, em Los Angeles –, mas acredito que o Brasil será o campeão”, diz.

Assista ao depoimento: 

Entre seus jogadores favoritos neste Mundial, Austin cita Lee-Jae Sung, o camisa 10 da Coreia do Sul, pela qualidade técnica. Também se inspira em outros meia-atacantes para desenvolver o próprio jogo e chegar ao nível profissional em breve.

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Legado de Pelé

Austin Davis é um exemplo de jovens estadunidenses que decidiram trocar as mãos pelos pés quando o assunto é esporte. Mais conhecidos pelo futebol americano e o basquete, além do baseball, os EUA vêem cada vez mais o soccer, como eles dizem, avançar, com fortes times femininos e, agora, com investimento nos masculinos, com uma liga, a MLS, que conta com craques como Lionel Messi e Luis Suárez, ambos da Inter Miami, e destaques como Heung-Min Son (Los Angeles FC), Luciano Acosta (FC Cincinnati) e Riqui Puig (LA Galaxy).

Tudo isso tem origem há pouco mais de 50 anos, justamente com a contratação de Pelé pelo Pelé New York Cosmos em junho de 1975. Ele havia anunciado a aposentadoria ao deixar o Santos no ano anterior, mas aceitou a proposta de três anos do clube norte-americano para ajudar a  impulsionar a modalidade no país. Para isso, recebeu US$ 7 milhões, o que o tornou o atleta mais bem pago do mundo na época. 

Ainda que a popularidade do futebol tenha sido efêmera naquela época, muitos consideram a passagem do mineiro de Três Corações por lá como fundamental para o que está ocorrendo hoje. Pelas palavras de Austin, a análise faz todo o sentido.

Fonte: Correio Braziliense      

Foto: AFP

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