Um tribunal distrital no oeste do Japão decidiu que algumas pessoas que se encontravam fora da zona designada pelo governo de exposição à radiação no bombardeio atômico de 1945, em Nagasaki, deveriam ser oficialmente reconhecidas como hibakusha.
Na segunda-feira, o Tribunal Distrital de Nagasaki ordenou que a cidade e a província de mesmo nome reconheçam parte dos 44 demandantes como sobreviventes da bomba atômica e lhes emitissem um certificado de hibakusha.
Os portadores do certificado têm direito a receber subsídios médico-hospitalares para o tratamento de câncer e outras doenças, além de outras formas de apoio governamental.
Os demandantes estavam dentro do raio de 12 quilômetros do hipocentro, quando a bomba atômica explodiu sobre a cidade em 9 de agosto de 1945, mas se encontravam fora da zona designada pelo governo.
Eles são elegíveis apenas para suporte médico limitado.
Os demandantes, que são moradores da província de Nagasaki, estavam entre as cerca de 550 pessoas que buscavam reconhecimento como hibakusha em ações judiciais coletivas desde 2007, mas que haviam sido derrotadas. Os 44 demandantes entraram com ações judiciais adicionais contra os governos municipal e provincial a partir de 2018.
A cidade e a província de Nagasaki pediram ao tribunal que recusasse a demanda dos autores, alegando que suas situações não justificam uma decisão diferente dos vereditos do passado.
Este ano, no 79º aniversário do bombardeio de Nagasaki, o primeiro-ministro Kishida Fumio se reuniu pela primeira vez com representantes de um grupo de pessoas que estavam fora da zona designada pelo governo.
Kishida disse a eles que o governo estudará medidas específicas para resolver o problema de forma racional.
A questão é se a última decisão levará a uma revisão dos critérios para o reconhecimento dos hibakusha.
Fonte: NHK World Japan
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