Autoridades da província de Ishikawa confirmaram, às 14 horas desta segunda-feira, o total de 168 mortes passada uma semana do forte terremoto que sacudiu a região central do Japão no primeiro dia de 2024. Sem que seja conhecida a extensão total dos danos, esforços estão em andamento para a reconstrução de trechos danificados de estradas, a busca de sobreviventes e a entrega de suprimentos de emergência.
O terremoto de magnitude 7,6 ocorreu pouco depois das 16 horas do dia 1º. Pela escala japonesa, a intensidade sísmica máxima de 7 foi registrada na cidade de Shika; e a de 6 forte nas cidades de Nanao, Wajima e Suzu e na localidade de Anamizu.
Um alerta de megatsunami foi emitido na região de Noto. Áreas costeiras foram atingidas por águas de tsunami.
Em Wajima, um grande incêndio ocorreu na rua Asaichi, uma tradicional atração turística da cidade. Mais de 200 prédios teriam sido consumidos pelo fogo.
Autoridades da província de Ishikawa confirmaram domingo a morte de sete pessoas em consequência de um deslizamento de terra que destruiu várias moradias no distrito de Yuigaoka, da localidade de Anamizu. Equipes de resgate estão em busca de possíveis sobreviventes no interior de prédios.
Também às 14 horas desta segunda-feira, autoridades do governo provincial divulgaram nomes e endereços de 323 pessoas que continuam desaparecidas para obter informações sobre o seu paradeiro.
Pelo menos 2 mil pessoas em 24 distritos estão ilhadas em razão do bloqueio de estradas.
Mais de 28 mil pessoas estão em cerca de 400 abrigos de emergência em meio ao forte frio.
Mesmo sem água encanada ou eletricidade, um grande número de pessoas permanece na própria moradia ou passa a noite no carro.
A falta de artigos de primeira necessidade e de água em banheiros gera preocupação crescente de que as condições de higiene venham a se agravar.
Problemas nos sistemas de transporte e comunicação têm impedido as autoridades de avaliar inteiramente a extensão dos danos.
Fonte: NHK World Japan
Foto: Divulgação

