O Japão planeja pedir à China que não aumente restrições a seus alimentos, já que frutos do mar japoneses estão sendo retidos para inspeções alfandegárias por períodos excepcionalmente longos.
No início deste mês, o governo chinês anunciou que inspecionaria todos os produtos alimentícios importados do Japão. Pequim se opõe ao plano de Tóquio de liberar água tratada e diluída da usina nuclear danificada Fukushima 1.
Na sexta-feira, o ministro da Agricultura, Silvicultura e Pesca do Japão, Nomura Tetsuro, disse ter sido informado sobre a situação, e que o governo está trabalhando para confirmar os detalhes. Ele ressaltou que a segurança dos produtos alimentícios japoneses foi cientificamente comprovada.
Nomura também planeja pedir à China a abolição das atuais restrições de importação o mais rápido possível.
A água usada para resfriar o combustível nuclear derretido na usina Fukushima 1 se mistura com a chuva e lençóis subterrâneos e vem se acumulando na usina. A água é tratada para a remoção da maioria das substâncias radioativas, mas ainda contém trítio.
O governo japonês planeja diluir a água tratada para reduzir o nível de trítio para cerca de um sétimo do padrão estipulado pela Organização Mundial da Saúde para a qualidade da água potável, antes de lançá-la no mar.
A Agência Internacional de Energia Atômica divulgou recentemente um relatório abrangente onde concluiu que o plano do Japão obedece aos padrões internacionais de segurança.
Fonte: NHK World Japão
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