Quatro ministros são substituídos em meio a escândalo político no Japão

O primeiro-ministro do Japão, Kishida Fumio, substituiu quatro ministros do seu governo depois que os titulares renunciaram na manhã desta quinta-feira, em meio a um escândalo de financiamento político envolvendo a maior facção do situacionista Partido Liberal Democrático.

Os titulares que deixaram o cargo são o secretário-chefe do Gabinete, Matsuno Hirokazu; o ministro da Economia, Comércio e Indústria, Nishimura Yasutoshi; o ministro do Interior e Telecomunicações, Suzuki Junji; e o ministro da Agricultura, Silvicultura e Pesca, Miyashita Ichiro.

Os quatro políticos pertencem à facção anteriormente liderada por Abe Shinzo — ex-primeiro-ministro assassinado no ano passado —, que ainda hoje é reconhecida como ‘facção Abe’. Segundo fontes, a facção é suspeita de ter pago propinas a integrantes que excedessem cotas de venda de ingressos para eventos de arrecadação de fundos. Gabinetes da maioria de seus membros teriam recebido os pagamentos, sem declará-los em relatórios de financiamento político, infringindo a lei.

O principal porta-voz do governo, Matsuno Hirokazu, foi substituído pelo ex-ministro dos Negócios Estrangeiros Hayashi Yoshimasa; o ministro da Economia, Comércio e Indústria, Nishimura Yasutoshi, pelo ex-ministro da Justiça Saito Ken; o ministro do Interior e Telecomunicações, Suzuki Junji, por seu antecessor, Matsumoto Takeaki; e o ministro da Agricultura, Silvicultura e Pesca, Miyashita Ichiro, pelo ex-ministro da Revitalização Regional Sakamoto Tetsushi.

Todos os substitutos pertencem a outras facções do PLD que não à Abe ou não pertencem a nenhuma facção.

Também renunciaram os principais dirigentes do Partido Liberal Democrático. Demitiram-se nesta quinta-feira o presidente do Conselho Político da legenda, Hagiuda Koichi; o presidente do Comitê de Assuntos Parlamentares, Takagi Tsuyoshi; e o secretário-geral para a Câmara Alta, Seko Hiroshige. Todos pertencem à facção Abe.

Fonte: NHK World Japan

Foto: Divulgação

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