Na quarta-feira, 15 de outubro, fez 23 anos desde o retorno ao Japão de cinco japoneses que haviam sido sequestrados pela Coreia do Norte. No entanto, permanece desconhecido o paradeiro de outras pessoas sequestradas por Pyongyang — entre elas, Yokota Megumi.
Um dos irmãos dela conversou com estudantes a respeito da questão e lhes pediu que pensem nos sequestros como algo ocorrido com eles próprios.
Na quarta-feira, Yokota Takuya, que preside uma associação de familiares de sequestrados japoneses, palestrou para cerca de 400 estudantes de uma escola do Ensino Fundamental II, de Tóquio.
Sua irmã mais velha, Megumi, foi sequestrada em 1977, quando cursava o primeiro ano do Ensino Fundamental II.
Hasuike Kaoru, Okudo Yukiko, Chimura Yasushi, Hamamoto Fukie e Soga Hitomi foram sequestrados por agentes norte-coreanos em 1978. Posteriormente, Hasuike e Okudo se casariam na Coreia do Norte, assim como Chimura e Hamamoto.
Os cinco retornaram ao Japão em 15 de outubro de 2002. É desconhecido o paradeiro de 12 dos sequestrados reconhecidos pelo governo japonês.
Na palestra, Yokota Takuya mostrou uma foto de Megumi que teria sido tirada logo depois do sequestro da irmã. Disse que nunca tinha visto uma expressão tão triste, dolorosa e solitária no rosto dela. Ele perguntou aos alunos o que a sua irmã teria transmitindo com aquele olhar. Expressou o desejo de que reflitam sobre aquilo, como se o sequestro tivesse ocorrido com eles próprios.
O palestrante ressaltou que a sua mãe, Yokota Sakie, de 89 anos, é o único dos pais ainda vivos de sequestrados reconhecidos pelo governo japonês. Explicou: “Mamãe está bem de saúde hoje, mas com idade avançada, ela poderá não estar bem amanhã. Ouvir a nossa voz ajudará as pessoas a não esquecer a questão e a não deixar que o assunto seja esquecido.”
Depois da palestra, uma estudante afirmou que o relato de Yokota foi aterrorizante, além do que ela seria capaz de imaginar. Manifestou desejo de ajudar a resolver a questão dos sequestros com a coleta de assinaturas e outras medidas.
Yokota Takuya disse ser frustrante que ninguém mais consiga voltar para o Japão, já que 23 anos se passaram desde que os cinco sequestrados retornaram ao país. Ele pediu ao governo japonês que se esforce ao máximo para resolver a questão tão logo quanto possível.
Fonte: NHK World Japan
Foto: Divulgação

