Um irmão de uma cidadã japonesa sequestrada por agentes norte-coreanos há 47 anos pediu, durante uma manifestação em Tóquio no sábado, pelo pronto retorno dos sequestrados.
Yokota Megumi foi sequestrada na cidade de Niigata em 15 de novembro de 1977, aos 13 anos, quando voltava da escola. Ela completou 60 anos em outubro.
O irmão mais novo de Megumi, Yokota Takuya, que lidera um grupo de familiares de sequestrados, se pronunciou durante uma manifestação voltada para a questão dos sequestros.
Takuya mencionou que seus pais ficaram desconcertados após o desaparecimento de sua irmã, com uma atmosfera pesada sobrecarregando a família e uma ausência de diálogo.
Takuya comentou que sua família só se lembra de Megumi como uma menina de 13 anos e não consegue imaginar como ela está agora aos 60 anos. Ele observou que apenas espera que sua irmã esteja bem.
Fazendo referência à eleição para a Câmara Baixa do mês passado, na qual a coalizão governista não conseguiu garantir a maioria, Takuya disse que a Coreia do Norte provavelmente está tentando descobrir com quem negociaria em futuras conversações.
Segundo Takuya, a turbulência política e a estagnação do Japão não podem adiar tratativas para a questão dos sequestros, a qual constitui uma violação dos direitos humanos que está “colocando a vida de nossos familiares em risco”.
Entre os pais dos 12 sequestrados reconhecidos pelo governo japonês e que permanecem desaparecidos, a mãe de Megumi, Yokota Sakie, e o pai da sequestrada Arimoto Keiko, Arimoto Akihiro, são os únicos que ainda estão vivos.
Sakie tem 88 anos e Akihiro tem 96.
Após a manifestação, Takuya observou que, embora os dois estejam bem, sua mãe adoeceu e foi hospitalizada no ano passado, e que a saúde deles pode deteriorar a qualquer momento.
Takuya declarou querer que o governo japonês leve a sério a dor e a raiva dos parentes dos sequestrados, e as transmita às autoridades norte-coreanas.
Fonte: NHK World Japan
Foto: Divulgação

