O deputado federal Capitão Alberto Neto, declarou durante a 8ª Reunião Deliberativa Extraordinária da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC), desta quarta-feira (19), na Câmara Federal, obstrução do Partido Liberal (PL) em protesto ao adiamento feito, pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), da sessão em que estava prevista a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar os atos golpistas de 8 de janeiro.
“Eu aprendi que político tem que ter palavra, porque senão a democracia é ferida. Nós tínhamos uma sessão do Congresso para discutir vetos, PLNs que são essenciais para o nosso país. E tinha o compromisso do senador Rodrigo Pacheco de fazer a leitura da CPMI do 08 de janeiro. Eu não sei por que o governo tanto teme essa investigação? Se alguém invadisse a minha casa eu ia querer descobrir quem foi. Por isso o PL vai estar, no dia de hoje, em obstrução, em protesto, e em favor da democracia brasileira.”, disse.
A decisão do deputado, se une de outros parlamentares de oposição que querem respostas aos atos de vandalismo no início deste ano, para levar a população brasileira, uma explicação real, das causas por trás dos acontecimentos trágicos que geraram revolta e vergonha ao país.
“A falta de palavra do presidente do senado Rodrigo Pacheco ataca a democracia, ataca milhões de brasileiros que estavam aguardando para saber por que os invasores tiveram tanta facilidade para entrar nos prédios públicos, no Palácio, no Congresso? Por que que o ministro da justiça, no dia 07, acionou a força nacional e a força nacional não atuou?”, questionou o Capitão Alberto Neto.
Manobra do governo
Como membro da oposição, o parlamentar ressaltou que o adiamento é uma manobra do governo federal para tentar reverter a situação e descredibilizar a abertura da Comissão, que tem o objetivo de investigar as invasões ocorridas em 8 de janeiro, nos prédios dos três Poderes.
Segundo o deputado a CPMI tem que ser instalada, os fatos devem ser apurados de forma responsável, e o regimento da casa legislativa precisa ser cumprido, para que sejam esclarecidos todos os acontecimentos e aplicadas as devidas punições.
“O cenário estava armado e a população assistiu aquele dia de horror. A resposta a isso foi pegar inocentes que estavam em frente aos quarteis e, de maneira cruel, colocar esses inocentes, que não participaram das invasões, na cadeia ferindo o direito constitucional da ampla defesa e do contraditório. A população quer a individualização da pena, doa a quem doer. Por isso queremos a CPMI de 08 de janeiro, não queremos passar pano na cabeça de ninguém”, enfatizou Alberto Neto.
Nova data para instalação da CPMI
A sessão foi remarcada para o próximo dia 26. Para abertura de uma CPMI é preciso no mínimo 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores. O requerimento em questão contabiliza o apoio de 194 deputados e 37 senadores.
Fonte: Assessoria de Imprensa do Dep. Cap. Alberto Neto
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