A ministra dos Negócios Estrangeiros do Japão pediu ao chanceler sul-coreano que revisasse uma decisão judicial ordenando que Tóquio pague indenizações às chamadas mulheres de conforto. Kamikawa Yoko considerou a decisão extremamente lamentável.
Kamikawa se reuniu com o chanceler sul-coreano, Park Jin, por cerca de 90 minutos na manhã de domingo em um hotel de Busan, na Coreia do Sul.
Kamikawa abordou a questão da decisão judicial de quinta-feira. Um tribunal superior da Coreia do Sul reverteu uma decisão de um tribunal inferior que rejeitou um pedido de indenização apresentado por um grupo de chamadas mulheres de conforto. Kamikawa instou Park a adotar medidas para corrigir o que ela descreve como estado de violação do direito internacional.
Sobre o recente lançamento realizado pela Coreia do Norte, do que Pyongyang afirma ser um satélite de espionagem militar, os dois ministros se esforçaram para condenar a Coreia do Norte e reafirmaram a necessidade de uma resposta coordenada de Tóquio, Seul e Washington.
Tóquio está buscando uma cooperação mais estreita com Seul em questões de segurança, já que suas relações estremecidas mostraram sinais precoces de melhora, enquanto era esclarecida a posição do país sobre questões pendentes, como a questão das chamadas mulheres de conforto.
Fontes do governo sul-coreano relatam que Park afirmou que Seul respeita o acordo bilateral de 2015 sobre as chamadas de mulheres de conforto.
Tais fontes informam que Park respondeu durante a reunião no início do dia à reação de Kamikawa sobre a referida decisão judicial. O acordo de 2015 confirma que a questão envolvendo as mulheres foi resolvida “de forma definitiva e irreversível”.
As fontes também informam que Park declarou que ambas as nações devem trabalhar para restaurar a reputação e a dignidade das pessoas afetadas pela questão e encontrar uma maneira de construir relações bilaterais voltadas para o futuro.
Fonte: NHK World Japan
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