A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) iniciou sua primeira pesquisa desde que a água tratada e diluída da usina nuclear Fukushima 1 começou a ser despejada no oceano em agosto.
Na terça-feira, uma delegação da AIEA se reuniu no Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão, em Tóquio, com funcionários do Ministério da Economia, Comércio e Indústria, da Companhia de Energia Elétrica de Tóquio (Tepco), que é a operadora da usina, além de outras pessoas encarregadas.
A vice-diretora-geral da AIEA, Lydie Evrard, disse que a missão da agência continuará até o fim da liberação da água. Ela disse que a AIEA continuará realizando a revisão de segurança com objetividade, com base na ciência e uma abordagem independente.
A equipe do órgão de vigilância nuclear da ONU, composta por especialistas de 11 países, incluindo o Reino Unido, a Coreia do Sul e a China, deve permanecer no Japão até sexta-feira. A China se opõe à liberação da água tratada e diluída no mar.
Os membros da equipe devem inspecionar a planta, observar como a água tratada e diluída foi liberada e confirmar os resultados do estudo de monitoramento. A AIEA planeja divulgar um relatório em aproximadamente dois meses.
A água tratada e diluída foi liberada da usina em duas fases. A primeira teve início em agosto e a outra em outubro.
A água acumulada na usina é tratada para remover a maioria das substâncias radioativas, mas ainda contém trítio.
Antes que a água tratada seja lançada no mar, ela é diluída para reduzir o nível de trítio para cerca de um sétimo do nível estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para água potável.
Fonte: NHK World Japan
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