Japão enfrenta desafios um mês depois de começar a liberar estoques de petróleo

Esta quinta-feira marca um mês desde que o Japão começou a liberar estoques de reserva de petróleo diante do clima de tensão em torno da situação no Irã, mas alguns derivados permanecem escassos.

No mês passado o governo japonês realizou a maior liberação de petróleo armazenado de todos os tempos, já que o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz vinha gerando grande preocupação a respeito do seu abastecimento estável.

Em 16 de março, antes da liberação, o Japão tinha o equivalente a 241 dias de petróleo estocado. Em 12 de abril, havia sido liberado o equivalente a sete dias do estoque mantido pelo governo nacional, de um total de 146 dias. Além disso, foi liberado o equivalente a um dia de um total de seis dias de petróleo que fica armazenado no Japão em colaboração com países produtores de petróleo. Os 89 dias de estoques mantidos pelo setor privado caíram para 78 dias em 12 de abril.

O governo tem buscado algumas fontes alternativas de petróleo — por exemplo, no Oriente Médio e nos Estados Unidos —, por rotas que evitam o Estreito de Ormuz. Compras feitas nos Estados Unidos deverão quadruplicar no mês que vem, em comparação com o que o Japão adquiriu do país no ano passado.

Além disso, o governo planeja para o período subsequente ao início de maio a realização de uma liberação adicional, equivalente a cerca de 20 dias dos estoques de reserva nacionais. Segundo o governo, esta liberação provavelmente garantirá um abastecimento estável de petróleo até além de 2026.

No momento, persistiria uma escassez de certos derivados de petróleo, como alguns relacionados a suprimentos médicos, material de construção ou combustível.

O governo explica que, embora haja petróleo suficiente, a sua distribuição estaria parcialmente congestionada. Coloca-se assim diante do desafio de viabilizar uma distribuição imediata, já que o petróleo é empregado na fabricação de produtos de diversos campos.

Fonte: NHK World Japan    

Foto: Divulgação    

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