Um especialista está enfatizando a necessidade de vigilância contínua em caso de um potencial megaterremoto e tsunami ao longo da Fossa de Chishima e da Fossa do Japão, mesmo após o alerta preventivo para o nordeste do Japão ter sido retirado nesta segunda-feira.
Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu a região japonesa de Sanriku no dia 20 de abril.
O terremoto teve uma intensidade de 5 forte na escala japonesa, que vai de 0 a 7, na cidade de Hashikami, província de Aomori. Um tsunami de 80 centímetros foi registrado no Porto de Kuji, na província de Iwate.
A atividade sísmica continua no mar ao largo de Sanriku e arredores. A Agência de Meteorologia do Japão registrou 34 terremotos com intensidade de 1 ou mais até às 11h da manhã de segunda-feira.
O alerta preventivo de terremoto foi emitido em 20 de abril. Autoridades mencionaram a possibilidade relativamente alta de um megaterremoto ocorrer ao longo da Fossa de Chishima e da Fossa do Japão.
O alerta preventivo abrangia 182 municipalidades nas províncias de Hokkaido, Aomori, Iwate, Miyagi, Fukushima, Ibaraki e Chiba.
Pessoas nessas áreas foram instadas a preparar com antecedência uma mochila com suprimentos de emergência para garantir uma evacuação rápida. Também foram aconselhadas a verificar as rotas de evacuação e abrigos, além de estocar alimentos, água e kit de banheiro portátil de emergência e fixar móveis no teto ou na parede.
O alerta terminou às 17h desta segunda-feira.
O professor Ito Yoshihiro, do Instituto de Pesquisa de Prevenção de Desastres da Universidade de Kyoto, alerta que as pessoas precisam ficar atentas. Ele diz que o fim do aviso não significa que a possibilidade de um megaterremoto e um subsequente tsunami massivo ao longo das duas fossas tenha caído para zero.
Fonte: NHK World Japan
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