O primeiro-ministro do Japão, Kishida Fumio, falou, nesta quinta-feira, diante do conselho de ética da Câmara Baixa do Parlamento a respeito do escândalo de arrecadação de fundos envolvendo a principal sigla no poder no país.
O Partido Liberal Democrático (PLD), ao qual pertence Kishida, enfrenta acusações de que alguns de seus membros administraram mal a receita de eventos de arrecadação de fundos.
O premiê pediu suas sinceras desculpas como presidente do PLD por fazer com que muitas pessoas tivessem dúvidas e passassem a desconfiar da política. Ele também disse que é necessário estabelecer uma estrutura legal para responsabilizar não apenas os tesoureiros, mas também os próprios políticos envolvidos.
Cinco legisladores do Partido Liberal Democrático que atuaram como secretários-gerais das alas Abe e Nikai, dentro da legenda, devem falar diante do Conselho Deliberativo de Ética Política. A reunião de dois dias, na quinta e sexta-feira, é aberta à imprensa.
Kishida Fumio é o primeiro premiê no cargo a participar de uma sessão do conselho.
Os legisladores serão interrogados sobre a alegação de que eles e dezenas de outros membros do PLD não declararam adequadamente a receita de arrecadação de fundos e receberam propinas. Cada audiência está programada para ter 80 minutos de duração. Ao contrário do testemunho sob juramento, as declarações não estarão sujeitas a perjúrio.
Na quarta-feira, Azumi Jun, chefe de assuntos parlamentares da maior sigla de oposição, declarou ter ficado surpreso que Kishida tenha optado por comparecer à reunião. O legislador do Partido Democrático Constitucional disse: “O primeiro-ministro pode ter desejado usar o conselho de ética para dar o exemplo, já que os cinco legisladores estavam relutantes em comparecer”.
Fonte: NHK World Japan
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