O primeiro-ministro do Japão planeja substituir políticos em altos cargos diante de um crescente escândalo financeiro que envolve a maior facção do seu Partido Liberal Democrático (PLD) — a principal legenda governista. Kishida Fumio pretende fazer o remanejo tão logo seja encerrado, na quarta-feira, o atual período legislativo do Parlamento.
As irregularidades envolvem principalmente a facção do PLD que antes era liderada pelo primeiro-ministro Abe Shinzo e ainda leva o nome do político falecido.
Fontes dizem haver suspeitas de que a facção pagou propinas a membros que excedessem cotas de venda de ingressos para eventos de arrecadação de fundos.
Afirma-se que a maioria dos quase cem membros da facção recebeu pagamentos, deixando os valores fora da declaração de financiamento político e assim transgredindo a lei.
Integrantes de organizações políticas acusados de não declarar tais receitas estão sujeitos a multas ou mesmo a prisão. Além disso, infratores podem ser temporariamente proibidos de votar ou de se candidatar em eleições.
Entre os ocupantes de altos cargos estão o secretário-chefe do Gabinete do Japão, Matsuno Hirokazu; o encarregado de assuntos parlamentares do PLD, Takagi Tsuyoshi; o secretário-geral para a Câmara Alta do Partido Liberal Democrático, Seko Hiroshige; o presidente do Conselho Político do PLD, Hagiuda Koichi; e o ministro da Economia, Comércio e Indústria, Nishimura Yasutoshi.
No fim de semana, o premiê se reuniu com dirigentes do PLD para discutir meios de lidar com a questão. Agora Kishida toma providências para substituir ministros do Gabinete e alguns integrantes da executiva do partido, incluindo Matsuno e Takagi.
A expectativa é de que o primeiro-ministro pondere cuidadosamente sobre a amplitude e o momento exato para substituir os titulares dos cargos por haver opiniões conflitantes no governo e no próprio Partido Liberal Democrático.
Fonte: NHK World Japan
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